
Introdução
/ 01 — 2023—
Pesquisa, performance & instalação
Pesquisa em butoh · performance
Cadáveres rurais, sertanejos e caipiras que dançam o sincretismo e as memórias populares.
© 2023—
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Ladainha
Nas sombras deste corpo, ressoam as ladainhas das festas de santos, o eco dos tambores, o murmúrio das rezas interrompido pelo ranger das canoas. Sua pele guarda o toque de quem cura, seus pés descalços seguem o ritmo das promessas pagas com velas e fitas. Ele carrega o peso de ex-votos invisíveis, de memórias dissolvidas no tempo.
This research proposes a reterritorialization of butoh based on the symbolic and affective landscapes of the Brazilian countryside, especially the regions bathed by the Paraíba do Sul and Paraitinga rivers. By conceiving a “country butoh”, we explore the possibility of a body that is inscribed not only in space, but in collective memory, in religious syncretism and in the cosmogony of land and water.
O butoh, como linguagem corporal originária do Japão do pós-guerra, é marcado por uma escuta profunda do tempo, da morte, da decomposição e da presença. Ao ser transplantado para o Brasil profundo — onde o universo caipira, as comunidades ribeirinhas e o sertão convivem com práticas religiosas híbridas e ancestrais —, o butoh adquire contornos próprios. Aqui, o chão é território, alimento, sagrado e também ameaça, sobretudo diante das cheias recorrentes dos rios.






Território
A pesquisa propõe, assim, um desdobramento do butô como ferramenta de escavação da memória e do território, tensionando as fronteiras entre tradição e experimentação, entre o sagrado e o performativo, entre o corpo individual e o corpo coletivo da cultura.





Instalação
Cartografias domésticas de cinza, fuligem e tecido queimado: o cômodo como altar daquilo que foi consumido pelo fogo e pela água. Objetos de devoção cotidiana — a bacia, a lamparina, a pá — tornam-se a cenografia de um corpo que escava a memória.





Assentamento



Vídeo 1
















A pesquisa propõe um desdobramento do butoh como ferramenta de escavação da memória e do território, tensionando as fronteiras entre tradição e experimentação, entre o sagrado e o performativo, entre o corpo individual e o corpo coletivo da cultura.