
Introdução
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Para esta performance, contei com pelo menos 10 homens, e o ato consistiria em me colocar na posição da crucificação, mas sem a cruz, pois ela nos remete à figura masculina e eu queria que a figura feminina fosse o centr
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Texto da artista
Para esta performance, contei com pelo menos 10 homens, e o ato consistiria em me colocar na posição da crucificação, mas sem a cruz, pois ela nos remete à figura masculina e eu queria que a figura feminina fosse o centro da ação. Nesta ação, sou o espelho e me disponho a sofrer essa humilhação, tornando-a possível, e um grupo de homens enfileirados deve urinar nos meus pés, um de cada vez.
Minha primeira análise foi a de que, ao viabilizar esse desejo de sofrer essa "suposta" humilhação e confrontar um conceito de subalternidade, colocando esse signo como espelho do outro, eu evidenciava uma pulsão e uma atitude "negativa" que muitos negam ter. Tendo como pano de fundo o contorno de uma figura masculina, mas com um corpo de mulher, nu, buscava desfigurar e desconstruir os signos que eles me atribuem culturalmente.
01 — Texto
Venho tentando realizar esta performance há cerca de um ano e, na primeira tentativa, quando estava me despindo, fui impedida pela polícia. Por isso, na segunda vez, decidi abordar pessoas e realizar o ato em uma escola abandonada no Cambuci - SP. Abordei várias pessoas e, inicialmente, minhas prioridades eram: artistas, atores de teatros liberais ou LGBT, pessoas ligadas ao fetiche e profissionais do sexo. Durante todo o processo, cerca de 80 pessoas foram abordadas, mas muitas não me responderam, algumas deixaram de falar comigo e outras me bloquearam nas redes sociais.








