
Introdução
/ 01 — 2022—
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Este projeto é uma distopia baseada na Simbiogênese, fundamentada no princípio de sua teoria endossimbiótica: na origem da célula eucariótica, uma evolução progressiva leva à complexificação dos sistemas de codificação,
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Texto da artista
Este projeto é uma distopia baseada na Simbiogênese, fundamentada no princípio de sua teoria endossimbiótica: na origem da célula eucariótica, uma evolução progressiva leva à complexificação dos sistemas de codificação, inicialmente como resultado da fusão de genomas de células procarióticas.
Trata-se de um conceito criado por Boris Kozo-Polyansky (1890-1957) e Lynn Margulis (1938-2011). No metassistema distópico deste projeto, há uma evolução progressiva entre todos os metazoários, cuja escala evolutiva considera a relação com a transferência horizontal de genes e outros eventos de codificação decorrentes da interação de diferentes genomas, levando à complexificação dos biossistemas.
01 — Texto
No entanto, a grande criação de todos os reinos é o ser humano, que, neste caso, não faz parte do Animale: é um ser à parte, que surgiu principalmente da agregação de simbiontes menos complexos. O ser humano torna-se também o médium desses seres que buscam compreender os domínios da mente humana, indagando se a inteligência, a razão e a consciência são, de fato, a figuração de uma vasta cegueira. Cada ser eleito de cada reino, ao questionar o ser humano, torna-se uma figuração da psique humana que emerge do inconsciente, tentando salvar essa criação (o ser humano), que não compreende a manutenção da rede da vida nem sua própria inteligência. Esta, nesse caso, o distancia da verdade e o levará à apoptose; por ser ele o ambiente que abriga todo o reino, isso resultará na morte em larga escala de todos eles.
O projeto é composto pelos reinos; Reino Archaea (Archaebacteria), Reino Bacteria (Eubacteria), Reino Protista, Reino Fungi, Reino Plantae e Reino Animalia.
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